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Bertioga »  Trilhas/Ecoturismo
 
Ecoturismo

Para quem é amante da natureza praticar o ecoturismo se torna algo totalmente comum, e estando em Bertioga esta prática se torna mais fácil e agradável. As diversas trilhas e pontes localizadas na cidade quardam em sua beleza a história de Bertioga e do Brasil, onde proporciona aos ecoturistas a sensação de voltar no tempo, podendo assim apreciar os mais variados tipos de vegetações, os inúmeros animais presentes em nossas matas, as águas límpidas, o ar puro, a preservação da natureza é explícita.

Porém as pessoas devem saber que o ecoturismo acontece quando ocorre atividades em áreas naturais; desenvolvimento de vivência ambiental e envolvimento com a comunidade local. Isto significa que para manter a natureza preservada é necessário um conjunto, e tudo influência em um mesmo resultado.

Pelas trilhas é possível apreciar as belezas naturais de Bertioga

Bertioga conta com mais de uma dezena de trilhas ecológicas, algumas fáceis, outras nem tanto, mas a maioria delas proporciona banhos em rios e cachoeiras, além do contato com a biodiversidade da Mata Atlântica. Em Bertioga, as trilhas só podem ser utilizadas por agências credenciadas e com o acompanhamento de um monitor treinado e autorizado pela Prefeitura.

Caiubura: grau de dificuldade: médio
Bairro de Bertioga, situado na encosta da Serra do Mar sendo rico em nascentes que descem a serra formando recantos cinematográficos de águas cristalinas. A caminha começa em direção à serra, subindo e apreciando lindas paisagens, em meio a rica biodiversidade da Mata Atlântica. Durante a descida, na maioria das vezes, há riachos próprios para uma parada de descanso. No local há uma belíssima cachoeira onde se pode tomar um delicioso banho e receber toda a energia que suas águas oferecem.

Caminho de Pedra: Grau de dificuldade: grande
Liga a planície ao alto das montanhas. É uma caminhada difícil não só por sua extensão, como por ser muito íngreme. Mas o esforço tem as suas compensações. Andados os primeiros 1.200m, já se avista a maravilhosa paisagem formada pela planície, cortada pelos rios Itatinga e Itapanhaú. Após cerca de três horas de subida, chega-se a um belvedere, de onde se pode ver desde a região de Bertioga até Alcatrazes.

Captação água: Grau de dificuldade: leve
Entre árvores de maior porte, a trilha percorre áreas de transição da vegetação de restinga e de encosta, superando regatos em pontes rústicas e margeando um ribeirão ideal para um banho refrescante.

Garganta gigante: Grau de dificuldade: médio
Tem diversos obstáculos naturais, como vales, rios e plantações. O esforço é recompensado por banhos em 3 grandes piscinas naturais com cachoeiras.

Itapanhaú: Grau de dificuldade: grande
Também conhecida como Mogi-Bertioga, é a mais antiga e freqüentada da região, em alguns trechos é calçada com pedras. No seu percurso é possível apreciar dezenas de cachoeiras pequenas e uma queda d?água, com 20 metros de altura. Tem duas entradas: uma em Biritiba Mirim e outra em Bertioga e acompanha o rio Itapanhaú. Foi fechada para recuperação e adequação, em setembro de 97.




Itatinga: Grau de dificuldade: leve
São trilhas planas, com muita vegetação e rios de águas límpidas, que formam piscinas naturais. Além da incrível variedade de bromélias, o turista poderá encontrar frutas pouco comuns, com muricis (com as quais se pode fazer delicioso suco), araçás, gabirobas e pitangas. Isso além dos peixinhos atrevidos, doidos para beliscar alguma coisa e das arapongas, tucanos e sábias, saíras, teiús e uma infinidade multi colorida de borboletas.





Jaguareguava: Grau de dificuldade médio
Quase todo beirando o rio. A trilha fica no Vale do Rio Jaguareguava, afluente do Itapanhaú, e sofre a influência das marés. Por ser um rio raso, de águas claras, propicia uma visão de seu fundo. A caminhada é feita por morros e termina em uma piscina natural.






Prainha Branca: Grau de dificuldade: regular
Também é conhecida como Vila dos Pescadores, fica do outro lado do canal de Bertioga, na Ilha de Santo Amaro (Guarujá) e é tombada pelo Condephaat. No final da Rodovia Guarujá-Bertioga há uma trilha que dá acesso às ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaíbê e da Armação das Baleias. Depois é só subir o morro em direção à Vila, durante a caminhada pode-se ter contato com a biodiversidade da Mata Atlântica e uma visão maravilhosa do mar aberto. Na Prainha Branca, lugar de águas calmas e límpidas, é possível se banhar além de ter contato com a vida dos pescadores e seus equipamentos artesanais. Até hoje, muitos pescadores da comunidade fazem da pesca artesanal, o seu sustento e fabricam canoas feitas com troncos de árvore.

Riviera: Grau de dificuldade: médio
Localizada na Riviera de São Lourenço, é cercada de bromélias, samambaias, palmitos e outras plantas típicas do litoral. É possível conhecer a timbuíba, cuja madeira é usada para fazer canoa. Também se encontra o guanandi, madeira de uso exclusivo da marinha, na época do império, por ser muito procurada para a construção de mastros para as embarcações à vela. Numa clareira existente na trilha, há muitas embaúbas. A semente delas hiberna por até 40 anos e só crescem entre a clareira e a floresta. A função da planta é recuperar as regiões desmatadas. Após cumprir a sua missão, a árvore morre, dando lugar à vegetação de restinga.

Ruínas: Grau de dificuldade: médio
Tem esse nome porque começa entre o que sobrou da Igreja Nossa Senhora dos Pilares, ou Pelaes, do século 18. Ela margeia o córrego Fazenda. Entre matas da encosta preservada, apresenta diferentes espécies de bromélias e trepadeiras e termina numa área de captação denominada Pelaes, que forma interessante queda D?água.

Três Poços: Grau de dificuldade: médio
Ideal para quem gosta de sombra e água fresca. Perfumada por eucaliptos e ladeada por bromélias e orquídeas, Tem um poço cercado por grandes pedras, sobre as quais cai a água, formando duchas naturais.

Trilhas nos trilhos: Das antigas ferrovias, pouco restou a não ser a lembrança do passado e marcas da história de uma época, em que toda a região vivia do transporte ferroviário para o embarque de mercadorias destinadas ao Porto de Santos. Hoje, inativas, essas ferrovias são exploradas pelo turismo fuma forma de resgatar os aspectos históricos e culturais.

Sobre o Rio Jaguareguava, fica a ponte da ferrovia das velhas Fazendas de Bananas, de onde o produto era enviado a Santos para ser comercializado. Vários pontos, principalmente da Serra do Mar, são cortados pelos trilhos. A Vila de Itatinga é exceção pois somente se chega ao local através de um bondinho que, desde o século passado, é responsável pelo transporte de pessoas e do material que chega para a Usina Hidrelétrica de Itatinga, que funciona desde 1910 quando foi inaugurada.

Em Itatinga, são constantes os passeios e trilhas ecológicas pelos antigos trilhos que ainda contam sua história. Um dos roteiros começa, por exemplo no Sertão dos Freires, em Mogi das Cruzes. Caminha-se cerca de 5 km até chegar em terras da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), até o trilho do trem. Depois é seguir em direção à Vila de Itatinga.

Na vila, os passeios só podem ser feitos em grupos e por agências especializadas em ecoturismo e cadastradas na Codesp, responsável pela manutenção de Itatinga. Já os demais integram os roteiros das agências locais.

O que levar
  • Procure usar calçados macios e roupas leves e confortáveis como tênis e agasalhos de moleton
  • Prefira roupas claras para não assustar os animais
  • Leve uma mochila para guardar lanches, água ou refrigerantes e também saco plástico para o lixo, além de uma muda de roupa
  • Não esqueça o repelente, máquina fotográfica ou filmadora


  • Atenção
  • Nunca entre numa trilha sem uma pessoa experiente e recomendada
  • Procure fazer silêncio. O barulho agride os animais e os gritos podem assustá-los e afastá-los
  • Sempre caminhe em grupo e preste atenção onde pisa e coloca as mãos


  • Uma trilha tem que ter final feliz

    Texto: Viviane Aguiar

    Pouca bagagem

    Andar na mesma trilha que os primeiros brasileiros fizeram para chegar à cidade de São Paulo pode ser emocionante. Observar as mesmas espécies de fauna e flora (provavelmente em número reduzido) que eles notaram pode ser ainda mais fascinante. Mas tudo pode dar errado se seu cachorro latir: as mil e uma espécies de borboletas e beija-flores vão se afastar, assim como toda sua imaginação.

    Amigo da onça

    O ar que circula durante a trilha é especial: dá até para senti-lo entrando nos pulmões. Uma sensação refrescante e purificadora. No entanto, o caminho vai se estreitando cada vez mais e as subidas aparecendo no mesmo ritmo. O amigo ao lado, que você conheceu no planejamento da viagem e que diz já ter feito mais de dez trilhas diferentes, sabe de um atalho. Você acha melhor segui-lo, ao invés das placas ou do guia que está um pouco à frente. Além de demorar mais de duas horas para achar o rumo certo, você olha para o chão e vê restos de comida, sacolas plásticas e pedaços de barraca - e percebe que pessoas mal informadas contribuíram para abrir uma nova trilha sem qualquer conhecimento, provocaram a erosão mais rápida do solo e destruíram mais algumas espécies raras que habitavam o local. E você acaba de se juntar a elas.

    Quem merece a atenção?

    Depois de uma noite bem dormida, num acampamento especialmente montado para esse fim, o orvalho da noite ainda enfeita as folhas das árvores quando você acorda para arrumar as coisas e fazer a trilha de volta. Coloca uma roupa laranja fosforescente e começa mais uma caminhada. O cachorro hoje está quieto - apesar de você saber que o lugar dele, na próxima viagem, será em casa - mas mesmo assim não entende porque todos dizem encontrar muitos animais em trilhas pela mata. Você simplesmente não encontra nenhum. Será que errei na cor da roupa?

    Cada um no seu compasso

    Andando devagar, seguindo seu ritmo, dá para observar os praticantes de rapel descendo a cachoeira. A vista da descida deve ser linda. Mas o tempo sem fazer ginástica ou outra atividade física qualquer aliado ao medo exagerado de altura faz você desistir da idéia de querer praticar o esporte. E outra, é possível sentir tanta emoção num passeio com um guia especialista em identificar o canto dos pássaros.

    Nada de lembrancinhas

    De repente, quase chegando ao fim da trilha, um cheiro diferente toma o ar. Ao seu lado, uma vastidão de flores de todas as cores sorrindo para você. Lindas, as orquídeas se destacam e são bem diferentes daquelas que você costuma ver no mercado. Quase que instintivamente, a orquídea vai parar na sua mochila. E você a leva embora como lembrança dessa trilha maravilhosa. Ao chegar em casa, finda a viagem, vai correndo colocar a orquídea em um vaso. E ela morre no mesmo dia. Arrependida, não tem como recolocar a flor em seu antigo habitat. A solução é se informar melhor sobre trilhas e ecoturismo antes de sair para uma viagem dessas. Que tal trazer como recordação belas fotos? A natureza - e você - vai ficar muito mais feliz.
     
         
     
         
     
         
     
         
     
               
     
     
     
     
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    Riviera Administradora Patrimonial Ltda. | E-mail guia@guiadariviera.com.br
    Crédito das fotos:
    Dú Zuppani, Pedro Resende, Renata de Brito, Jair Favero, Luis Nelson, Francisco Simões, Willi Kruise e fotos de arquivo.